Labirinto dourado torcido e enrolado, falando a língua secreta dos símbolos mudos gravados no seu caminho. O labirinto chama com a sedução do ouro para quimeras de imaginação feitas e tornadas desilusões duras. É um história que não acaba, sem princípio nem fim, como um oroborus que se devora infinitamente. Esta é uma viagem sem fim, um eterno retorno para constatação da ilusão que podemos ir a algum lado. Aí parei e percebi que o labirinto era eu. É como um Dédalo moderno mas, ao parar, saí do labirinto. Parar é fazer o caminho livremente!
Jaime Graça
